segunda-feira, 27 de junho de 2016

Aprender a só ser


   Meu último post foi, em parte, sobre dores alheias. Depois do dia de hoje, lá vou eu tocar de novo no assunto, mas sob um outro prisma: o que essas dores trazem. O que ensinam. COMO ensinam.

   No meio da conversa, buscando ajudar um amigo a se encontrar numa nova realidade pessoal, me peguei falando e pensando sobre como EU me ajustei quando foi necessário.

   Não há luz sem antes haver treva. Não há calmaria sem antes haver tempestade. Não há paz sem antes haver tormenta. O que difere tudo isso é a maneira como se encara cada desafio que essa vida doida traz.

   O papo era direcionado: relacionamento. Pombas, como anda DIFÍCIL lidar com gente nos dias atuais!

"Eu não te quero mais." 
(Mas não deixa de investigar e se irritar com a vida do outro, achar que tem algum direito ainda a cobrar aquilo de que abriu mão, por livre escolha).

"Tá difícil conhecer alguém legal. Pessoal hoje leva tudo para o lado 'descartável' " 
(É fato: ninguém se permite conhecer mais ninguém. Um beijo, uns drinks, uma noite, e acabou. Tá fácil pra todo mundo. Difícil, e chatinho também, é pensar no tanto de gente interessante que se perde no tempo e no espaço, nas oportunidades ao menos de uma amizade legal, porque a turma hoje acha que um 'OI', uma saída ou um telefonema no dia seguinte é o mesmo que se comprometer. Got news for you, people: NÃO É!)

"Preciso me valorizar."
(Bingo! Quem não é bom ímpar, não vai ser bom par.)

   Fui até onde a lembrança ainda alcançava. Sobre ter tido todas essas angústias pessoais e mais algumas. E sobre como passei por isso, sobre o que aprendi com tudo isso. E confesso que consegui me orgulhar de mim.

   Não, eu não perdi a fé, não perdi o romantismo, não fiquei amarga. Eu na verdade consegui passar a ter mais fé em mim mesma e em quem me ampara. Passei a ter amor por mim, para conseguir dar amor ao outro. Aprendi a ter a serenidade necessária para ser doce mesmo onde sobra amargor, porque é a mim que essa doçura vai beneficiar.

   Egoísmo? Façam suas apostas.

   Ser a minha paz, para conseguir ser a paz de alguém. E se não houver esse alguém, estar REALMENTE FELIZ comigo.

   Aprendi a só ser. Que bom!

   E que venha a vida! Vai me encontrar inteira, leve, sorrindo e aprendendo todo dia.

   Que fique o que chegar para somar. E que se vá o que não trouxer sossego.

   Você consegue, meu amigo. Vai por mim!


 


quinta-feira, 16 de junho de 2016

Isso também passa!

 


   Ter uma casa e uma cama só para si se torna um bem (ou mal) ainda maior nas noites em que a insônia dá as caras.

   Café, banho quente, travesseiro...e a mente borbulhando. Dessa vez, o gatilho foi uma última notícia chata sobre uma amiga, faltando pouco para a meia-noite.

   As lutas que cada um tem que travar todo dia. As tempestades pelas quais  tantos amigos, ao mesmo tempo, estão passando . Perda de entes queridos, violência, despedidas, acidentes, falta de trabalho, fim de relacionamento, problemas emocionais, financeiros, de saúde.

   A sensação de impotência é grande. Mas posso oferecer o ombro.
 
   A mão.

   O colo.

   Porque eu também tenho minhas dores, mas olhar para o outro me faz ter a certeza de ter muito mais a agradecer do que a reclamar. Me faz ter força para respirar fundo e seguir. Me faz buscar meu melhor para oferecer, e receber em troca a paz de espírito que preciso para encarar e superar meus próprios fantasmas.

   "Always look at the bright side of life". Utopia altamente necessária para conseguir manter a sanidade nesses dias tão estranhos.

   Falta muito para chegar a bonança?

   #fé