sábado, 21 de fevereiro de 2015

Janela


   Ver o mundo lá fora e se abrir para ele é necessário, mas nem sempre confortável.

 Existem janelas que abrimos por curiosidade, por esperança (por que não?) de encontrar do outro lado algo que valha o esforço. Algumas vezes dá certo. Noutras...

    Por que foi, mesmo, que eu fiz questão de soltar aquele ferrolho que há tempos estava emperrado? A vista daquela janela já nem fazia falta, já que outras haviam sido abertas! 

 Será que foi mera curiosidade em relembrar o que eu havia visto através dela? Ou foi por ter cansado do skyline que que vi nas demais? Ah, esse não-sei-quê !

    Pode ter sido, também, para arejar. Deixar a janela aberta, para que os novos ventos viessem renovar o ar aqui dentro. Mais tarde eu descubro se aconteceu! Não tenho mais pressa em ver resultados, apenas urgência em viver!

   O que nunca havia machucado assim permaneceu. E mais um lembrete se pôs à porta que se abriu quando a janela fechou: por ali não!

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